21 de novembro de 2010

He was

He was a friend of mine, and he was a friend of mine.

Talvez já se tenha passado demasiado tempo e nenhuma destas palavras faça sentido, mas nunca cheguei a dizer-lhe o quão importante foi. Gosto de pensar que ele soube e que, quando tudo acabou, foi exactamente por tudo ser demasiado grande que não foram necessárias palavras. Amei-o e ele foi-se embora, apenas isso.
Tê-lo ao meu lado fez com que tudo fizesse um pouco mais de sentido e com que a vida fosse mais fácil de se suportar. Naquela altura sentia-me como uma menininha indefesa à beira de um precipício e foi ele que me deu a mão e me levou para sítios mais seguros. Crescemos juntos, fizemos questões às quais ainda ninguém nos respondeu, experimentámos sentimentos, apoiámo-nos mutuamente.
Quando o tinha a meu lado sentia-me segura e amada, e isso é uma combinação de sentimentos muito rara de se obter. Tudo isto deixa marcas demasiado profundas para que seja esquecido. É por isso que, cada vez que ouço o seu nome, não posso deixar de sentir uma nostalgia enorme, no entanto, sorrio cada vez que o ouço. Lamento, mas tenho que concordar com aquele enormíssimo cliché: Não vou chorar porque acabou, mas sorrir porque aconteceu. E embora custe vê-lo desaparecer da minha vida aos poucos, tudo o que posso querer para ele é que seja feliz. Penso que é isso a que chamamos amor.

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