27 de julho de 2009

Fears, tears.

Dou por mim enrolada nos lençóis da cama, a contercer-me a chorar, a babar-me, a gemer, a implorar por ajuda.
Ninguém vira. Por enquanto estou sozinha, tal como tenho estado desde o fim da minha vida.
Se ao menos pudesse deixar esta nota de socorro neste blog às 3h32 e alguns segundos da manhã, no portátil roubado ao meu pai e alguém me viesse buscar... Mas não, ninguém virá.
Ninguém me vai levar para a tua definição de felicidade, ninguém vai fazer o tempo voltar atrás, ninguém me vai fazer parar de chorar, só eu... Como sempre.
Tenho medo, as minhas entranhas corroem-se de inseguraça enquanto escrevo este pedido de ajuda, enquanto balaçanço o meu corpo para a frente e para trás e penso que posso estar doida, nao seria má ideia estar doida, não seria má ideia de toda.
Mas tenho medo. Tenho medo de voltar a sofrer e no entanto tudo o que mais quero é voltar a sofrer como sofri, pois isso significa que já fui feliz.
Estou sempre a falar do meu passado, das saudades que tenho daqueles momentos mas por mais que critiquem nunca irei parar de falar de tudo o que me aconteceu, só eu sei o que senti, só eu estive em estados superiores ao nirvana.
Tenho medo, muito medo. Tenho medo de voltar a pensar em suicídio, tenho medo de voltar a estar sozinha, tenho medo.
Are we too late am I too soon?
Vontade, DESEJO! Não sabes quanto te desejei e no entanto nunca soubeste de nada, não soubeste de todas as canções que cantei para ti enquanto esavas algures perto de mim, algures... Não sabes quantas lágrimas derramei por estares tão horrivelmente proibida. Tu, ela, ela, ela, ela... Não sabes quantos cigarros fumei, quantas gotas de chuva apanhei por simplesmente me sentir a cair, por me sentir completamente só e tu seres a luz ao fundo do túnel infinito.
Tenho medo de não voltar a sentir, tenho medo de não voltar a amar. Tal como antes.
Quero agarrar em cada um de vocês e em cada memória que tenho vossa, meter-vos numa caixa bem apertadinhos, trancar-me convosco lá dentro e nunca mais sair de lá.
NÃO DÁ! O tempo não volta atrás... Quantas vezes isto já foi proferido, quantos erros foram cometidos para que estas palavras ecoassem no ar e se fossem propragando no esquecimento.
Já não balanço, vou deitar-me porque para quem não sabe, fico sempre com sono depois de chorar.
Satellite.
Then I'm walking away.